O patamar
Vista do patamar Maitê é lindíssima.
Quando olhamos para ela ficamos embaraçados.
Tem gestos delicados. Toda ela é de uma leveza, quase insustentável.
Deste modo, ela involuntariamente, mas pomposamente coloca-se a metros de distância…. Sem mais.
Mesmo que estivéssemos a dois passos de M essa distância, nem teria unidade de medida. Anos-luz? Que pequenez!
Não precisa de seguranças, nem de mais barreiras, a não ser ela própria. Ela é uma barreira, por si, dado o seu brilho.
Vivemos sempre de contradições. O sobrenatural fascina-nos mas temos muito medo de lhe “tocar”.
Ainda que ela nos aguarde ao fim do primeiro lance da escadaria vamos ficar, certamente, presos no mesmo sítio, presos ao chão, não sei ao certo, porquê. Vejam :
1º Lance
Do primeiro lance M gritara cá para baixo “ EU SOU DIFERENTE”.
Nós já sabíamos.
É por isso que ela escreveu o livro “Entre os ossos e a escrita”, Oficina do Livro.
Não correndo o risco de ser esmagada pela manada, que a respeita por ela ser, como é, em si, revela-nos alguma da sua história pessoal e intimidade, de um modo tão cru que embasbacados não despegamos.
2º Lance (31 degraus)
Conta-nos a história da sua família, a Sagrada: pai, mãe, irmãos. Não há um pestanejar de olhos, um embargo de voz, um dramatismo milimétrico.
É assim:
“É verdade que meu pai matou a minha mãe. É verdade que anos depois ele se suicidou. Também é fato que um irmão tornou-se alcoólatra e morreu disso ao meu colo, e que o outro só depois de muita luta se livrou da dependência química e mais e mais. Não gosto de falar disso, não me diverte, evidentemente” in pág. 31”
Toda a evolução do livro (espero falar-vos dele, um pouco mais) é um voo de acrobata. De facto, a partir daqui perdemos o chão.
Não é preciso, nem possível subir a escada. Contradição.
Mais falaremos.
Vista do patamar Maitê é lindíssima.
Quando olhamos para ela ficamos embaraçados.
Tem gestos delicados. Toda ela é de uma leveza, quase insustentável.
Deste modo, ela involuntariamente, mas pomposamente coloca-se a metros de distância…. Sem mais.
Mesmo que estivéssemos a dois passos de M essa distância, nem teria unidade de medida. Anos-luz? Que pequenez!
Não precisa de seguranças, nem de mais barreiras, a não ser ela própria. Ela é uma barreira, por si, dado o seu brilho.
Vivemos sempre de contradições. O sobrenatural fascina-nos mas temos muito medo de lhe “tocar”.
Ainda que ela nos aguarde ao fim do primeiro lance da escadaria vamos ficar, certamente, presos no mesmo sítio, presos ao chão, não sei ao certo, porquê. Vejam :
1º Lance
Do primeiro lance M gritara cá para baixo “ EU SOU DIFERENTE”.
Nós já sabíamos.
É por isso que ela escreveu o livro “Entre os ossos e a escrita”, Oficina do Livro.
Não correndo o risco de ser esmagada pela manada, que a respeita por ela ser, como é, em si, revela-nos alguma da sua história pessoal e intimidade, de um modo tão cru que embasbacados não despegamos.
2º Lance (31 degraus)
Conta-nos a história da sua família, a Sagrada: pai, mãe, irmãos. Não há um pestanejar de olhos, um embargo de voz, um dramatismo milimétrico.
É assim:
“É verdade que meu pai matou a minha mãe. É verdade que anos depois ele se suicidou. Também é fato que um irmão tornou-se alcoólatra e morreu disso ao meu colo, e que o outro só depois de muita luta se livrou da dependência química e mais e mais. Não gosto de falar disso, não me diverte, evidentemente” in pág. 31”
Toda a evolução do livro (espero falar-vos dele, um pouco mais) é um voo de acrobata. De facto, a partir daqui perdemos o chão.
Não é preciso, nem possível subir a escada. Contradição.
Mais falaremos.

