2006-10-06

Somos filhos da Carbonária

Somos filhos da Carbonária

Não imaginam o prazer que tenho em vos ler, queridos fazedores e comentadores de opinião (no futuro, FACOS)

Vou postar a minha lista de FACOS, talvez um dia..

O abrir a imprensa da manhã é o minuto zero do meu dia. Durante as horas de (di/na) vegação (vegação é uma nova palavra, decreto eu) penso em vocês, Facos, como uma quase-mãe.

Hoje, dia 6 de Outubro do ano de 2006, rescaldo das festas da incrustação da Republica,
aqui vai um “texto” dos FACOS e outro meu, para vocês.

Dos Facos

1-“A “bondade intrínseca” do regime republicano tem vindo a ser posta em causa….É provável que o país já consiga conviver tranquilamente com a génese do regime, filho legítimo do terrorismo da Carbonária (é a força da Carbonaria que se deve a implantação da Republica e não aos discursos do institucional Partido Republicano Português, que se manteve mais ou menos à margem da revolução do 5 de Outubro) (1)


Continuam:

2- “Olhando para a Republica portuguesa, prestes a comemorar cem anos de existência, não poderemos deixar de notar que o comportamento ético de muitos dos nossos concidadãos, incluindo alguns daqueles que são chamados a desempenhar cargos de relevo, nem sempre tem correspondido ao modelo ideal de civismo republicano “ (2)

E concluem:

3- “De Belém, não saiu a sombra de uma ideia, o mais vago indício de uma vontade…Embora espremido e dorido, Portugal não mudou” (3)

E o texto que vos dedico:

Somos filhos da Carbonária,
do terrorismo
e não da Madrugada.
O saudoso Zeca viveu, em vão, os seus ideais.
E eu também
Ele amou, poemou e cantou.
A mim resta-me a memória remota de algumas das suas frases e sons.
A memória é (quase) a parte boa do Portugal Espremido.


Como diz Pulido Valente “ Se por muita sorte escaparmos desta, ficamos prontos para a próxima”

(1) Ana Sá Lopes, DN 10, Opinião, 06-09-06
(2) Cavaco Silva, Público, Discurso Presidencial, 06-09-06
(3) Pulido Valente, Público, “o Vácuo”




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